Lipedema: o que é, como identificar, estágios e tratamento em Portugal

Se sente que as pernas continuam “inchadas” ou volumosas, mesmo quando emagrece no resto do corpo, e se sente dor, peso ou nódoas negras com facilidade, pode ter-se cruzado com a palavra lipedema.
Durante anos foi confundido com obesidade ou má circulação, mas hoje já é reconhecido como uma doença crónica de distribuição da gordura, com impacto real na qualidade de vida.
Este guia reúne, numa só página, o essencial sobre lipedema em Portugal: o que é, sintomas, estágios, como identificar, que tratamentos existem, que papel tem a alimentação e que tipo de especialistas procurar. No final, explicamos também como um programa médico de emagrecimento, como o da Piko, pode ajudar quando o lipedema vem acompanhado de obesidade ou outras alterações metabólicas.
Aviso: Este artigo é informativo e não substitui uma consulta com médico ou especialista em lipedema.
Resumo rápido: Lipedema em 1 minuto
O que é o lipedema em termos simples
O lipedema é uma doença crónica do tecido adiposo, em que existe um acúmulo desproporcional de gordura (sobretudo nas pernas e, por vezes, nos braços), geralmente simétrico, com dor e tendência para hematomas. Não é “gordura comum”, nem é culpa da pessoa.
Quando desconfiar que não é “apenas gordura”
Pernas muito maiores do que a parte de cima do corpo, desde jovem.
Volume acentuado nas coxas, ancas e tornozelos, com “saliência” acima dos tornozelos, mas pés relativamente poupados.
Dor à pressão, sensação de peso ou queimor nas pernas.
Nódoas negras frequentes com pequenos toques.
Dificuldade em perder volume nas pernas, mesmo depois de dietas sucessivas.
Tratamento: o que existe (e o que ainda não existe)
Há tratamento, mas não existe ainda um “medicamento milagroso” que cure lipedema.
O tratamento baseia-se em:
Compressão (meias, leggings médicas).
Terapia física (drenagem linfática, exercícios específicos).
Eventualmente lipoaspiração específica para lipedema, em casos selecionados.
Gestão de peso e estilo de vida, sobretudo quando há obesidade associada.
Onde entra a Piko neste contexto
A Piko não é uma clínica cirúrgica de lipedema.
O foco é emagrecimento médico e saúde metabólica:
Consultas online com médicos.
Mais de 100 análises para mapear o metabolismo.
Possibilidade de medicação para obesidade (como GLP-1) se clinicamente indicada.
App para acompanhar peso, sintomas e hábitos.
Para mulheres com lipedema + obesidade, um programa como o da Piko pode ser um complemento importante para melhorar saúde global e reduzir carga nas articulações.
O que é lipedema?
Definição simples
O lipedema é um distúrbio crónico da distribuição da gordura, que afeta quase exclusivamente mulheres. Caracteriza-se por um acúmulo de tecido adiposo, doloroso, em padrão simétrico, tipicamente nas pernas (e por vezes braços), com relativa preservação das mãos e dos pés.
Lipedema vs obesidade comum
Na obesidade, o aumento de gordura é generalizado: barriga, tronco, pernas, braços. No lipedema:
O tronco pode ter peso relativamente “normal”.
As pernas parecem não responder na mesma proporção quando emagrece.
A gordura é frequentemente dolorosa ao toque.
Há mais tendência para hematomas.
É possível ter lipedema sem obesidade, ou lipedema associado a excesso de peso/obesidade, o que torna o quadro mais complexo.
Lipedema vs linfedema
Lipedema: começa quase sempre nas pernas, é simétrico, poupa os pés, há dor e nódoas negras.
Linfedema: é um edema (inchaço) crónico por falha do sistema linfático; pode ser assimétrico, envolve muitas vezes o dorso do pé ou da mão, e a pele pode ficar espessada.
Com o tempo, lipedema avançado pode evoluir para um quadro misto chamado lipolinfedema, em que o sistema linfático também é afetado.
Lipedema pernas: porque é tão típico?
O padrão mais descrito é:
Volume aumentado nas coxas, joelhos, pernas e tornozelos, com aquela “borda” característica acima do tornozelo.
Celulite marcada, mesmo em pessoas jovens.
Sensação de peso ao final do dia, pior com calor ou longos períodos em pé.
Sintomas de lipedema
Sintomas físicos mais comuns
Aumento desproporcional de gordura nas pernas (e/ou braços).
Dor, desconforto ou sensibilidade ao toque.
Tendência para fazer hematomas facilmente.
Sensação de peso, tensão ou “inchaço” nas pernas.
Sintomas funcionais
Fadiga ao caminhar ou subir escadas.
Dificuldade em encontrar roupa que sirva na parte de baixo.
Mobilidade reduzida em fases mais avançadas.
Impacto emocional
Vergonha ou frustração por “não conseguir emagrecer nas pernas”.
Comentários externos (“não te esforças”, “é só ginásio e dieta”) que aumentam a culpa.
Risco de ansiedade, depressão e isolamento social.
Reconhecer que o lipedema é uma doença, e não falta de força de vontade, é muitas vezes o primeiro passo para um tratamento mais compassivo.
Possíveis causas de lipedema
O que a ciência sabe até agora
A causa exata do lipedema ainda não está totalmente esclarecida, mas a evidência aponta para uma combinação de:
Predisposição genética.
Fatores hormonais (estrogénios).
Alterações na microcirculação e no tecido conjuntivo.
Genética e história familiar
É frequente ouvir relatos de:
“A minha mãe e a minha avó tinham pernas iguais às minhas.”
Várias mulheres na mesma família com padrão semelhante.
Isto sugere um componente hereditário importante.
Hormonas, gravidez, puberdade e menopausa
O lipedema costuma:
Aparecer ou agravar em fases como puberdade, gravidez ou menopausa, momentos de grande variação hormonal.
Ter relação com hormonas sexuais femininas, embora os mecanismos não estejam totalmente definidos.
O que não causa lipedema (mitos)
Não é causado por “comer mal” sozinho.
Não é culpa de sedentarismo, embora a falta de movimento possa piorar sintomas.
Não é simplesmente “celulite severa”.
Lipedema: como identificar na prática
Sinais visuais típicos
Perna em “coluna” ou “raio de calça justa”: coxas e pernas grossas de forma homogénea.
Acúmulo visível ao redor dos joelhos.
“Anel” de gordura acima dos tornozelos, com pés normais.
Dor à palpação e hematomas
Dor ou sensibilidade ao apertar a gordura das pernas.
Nódoas negras frequentes com pequenos traumas (bater na mesa, esbarrar numa cadeira).
Lipedema: como identificar – checklist rápido
Suspeite de lipedema se:
As pernas são claramente maiores que o tronco desde muito cedo.
Emagrece na barriga, rosto e tronco, mas as pernas quase não mudam.
Tem dor ao pressionar a gordura das pernas e faz hematomas com facilidade.
Os pés são relativamente finos, apesar das pernas volumosas.
Mulheres da família têm padrão semelhante.
Se se revê em vários destes pontos, vale a pena marcar consulta com um especialista em lipedema.
Exames e avaliação médica
O diagnóstico é clínico (história + exame físico). Em alguns casos podem ser pedidos:
Eco-Doppler venoso (para excluir insuficiência venosa).
Exames de imagem específicos em centros mais diferenciados.
Estágios do lipedema (lipedema estágios)
Os estágios ajudam a descrever a evolução da doença:
Estágio I
Pele ainda lisa ou ligeiramente com “casca de laranja”.
Gordura macia, distribuição relativamente uniforme.
Sintomas presentes, mas pouco incapacitantes.
Estágio II
Pele mais irregular, com depressões e nódulos de gordura palpáveis.
Volume mais acentuado nas pernas, sobretudo na parte inferior.
Dor mais frequente e sensação de peso.
Estágio III
Deformação mais evidente do contorno das pernas (dobras, “almofadas” de gordura).
Mobilidade reduzida.
Forte impacto na autoestima e funcionalidade.
Estágio IV / lipolinfedema
Além de lipedema, há comprometimento do sistema linfático (linfedema associado).
Edema mais duro, pele espessada, maior risco de complicações cutâneas.
Identificar o estágio ajuda a planear o tratamento e a discutir expectativas realistas (por exemplo, o que é possível com terapia conservadora vs cirurgia).
Tratamento de lipedema: o que existe hoje
Objetivos do tratamento
Reduzir dor e sensação de peso.
Melhorar mobilidade e capacidade de exercício.
Reduzir volume, quando possível.
Proteger articulações e prevenir progressão para lipolinfedema.
Tratamento conservador
Inclui, em geral:
Compressão médica
Meias, leggings ou calças de compressão adequadas ao estágio.
Ajudam a controlar edema e sintomas, sobretudo ao longo do dia.
Terapia física / linfática
Drenagem linfática manual por profissionais treinados.
Terapia descongestiva complexa (compressão, mobilização, cuidados de pele).
Exercício adaptado
Caminhada, bicicleta, hidroginástica, natação.
Treino de força com progressão lenta, para proteger articulações.
Gestão de dor
Estratégias farmacológicas e não farmacológicas (frio local, técnicas de relaxamento, sono).
Tratamento cirúrgico
A cirurgia mais usada é uma forma de lipoaspiração específica para lipedema (lipoaspiração tumescente ou assistida por água, em centros com experiência).
Objetivo: remover parte do tecido adiposo doente, reduzir volume, dor e facilitar mobilidade.
Pode ser feita em várias sessões/áreas.
Requer compressão e reabilitação adequadas no pós-operatório.
Lipedema antes e depois:
Muitas pacientes relatam melhorias importantes em dor, mobilidade e forma das pernas.
Ainda assim, o lipedema é considerado uma doença crónica – a cirurgia ajuda, mas não é uma “borracha” que apaga a doença para sempre.
Papel da gestão de peso
Embora lipedema não seja causado por excesso de peso, a obesidade associada:
Aumenta carga nas articulações.
Agrava cansaço e limita exercício.
Piora risco de diabetes, hipertensão, fígado gordo, etc.
Aqui entram programas médicos de emagrecimento, como o da Piko, que podem:
Ajudar a reduzir gordura “metabólica” (visceral, abdominal).
Melhorar glicemia, colesterol e inflamação sistémica.
Tornar mais fácil o exercício e eventual reabilitação pós-cirúrgica.
Medicamento para lipedema: o que se sabe
Existe algum medicamento “específico” para lipedema?
Até ao momento, não existe um fármaco aprovado especificamente para tratar lipedema. Os medicamentos usados visam:
Controlar dor.
Tratar comorbilidades (obesidade, diabetes, hipertensão).
Apoiar circulação ou inflamação, em contextos particulares.
Qualquer “medicamento para lipedema” anunciado como cura é, no mínimo, suspeito.
Fármacos de suporte
Podem ser usados, caso a caso:
Analgésicos para dor crónica.
Medicamentos para depressão/ansiedade, quando indicados.
Tratamento de insuficiência venosa ou linfedema, se coexistirem.
Sempre sob prescrição e seguimento médico.
GLP-1 e outros medicamentos para obesidade
Medicamentos como Mounjaro, Wegovy, Saxenda, Mysimba ou Orlistato, aprovados para obesidade, não tratam lipedema em si, mas podem:
Ajudar a reduzir peso geral e gordura visceral.
Melhorar parâmetros metabólicos.
Indiretamente aliviar carga sobre as pernas e articulações.
Na Piko, estes medicamentos só são considerados:
Em pessoas que cumprem critérios clínicos de obesidade/excesso de peso com comorbilidades.
Após avaliação médica, análises e discussão de riscos/benefícios.
Atenção a “suplementos milagrosos”
É frequente ver suplementos anunciados como:
“Derretem gordura do lipedema”.
“Curam pernas gordas em 30 dias”.
Até à data, não há evidência robusta de que suplementos isolados resolvam lipedema. Podem ter algum papel como coadjuvantes (por exemplo, apoio à inflamação ou à circulação), mas nunca substituem compressão, exercício, dieta adequada e, quando indicado, cirurgia.
Lipedema: como tratar no dia a dia
Combinação é a chave
Na prática, o tratamento eficaz combina:
Intervenção médica (diagnóstico, medicação, encaminhamento para cirurgia se necessário).
Terapias físicas (compressão, drenagem, exercício).
Trabalho em alimentação, sono, stress e saúde mental.
Construir uma equipa
Pode incluir:
Especialista em lipedema (angiologia/cirurgia vascular, cirurgia plástica, medicina física e reabilitação, conforme o centro).
Fisioterapeuta com experiência em linfologia.
Nutricionista.
Psicólogo/psiquiatra, se necessário.
Médico de família/endocrinologista para integrar com outras doenças.
Onde a Piko pode ajudar
Se para além do lipedema também tem:
IMC ≥ 30, ou
IMC ≥ 27 com comorbilidades (pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol elevado, fígado gordo…)
…então um programa médico de emagrecimento como o da Piko pode ser um pilar adicional:
Avaliação médica online.
Check-up com >100 marcadores.
Plano personalizado com alimentação, movimento e, se indicado, medicação para obesidade.
App para acompanhar peso, sintomas, hábitos e comunicação com a equipa.
Importante: A Piko não substitui cirurgia de lipedema, fisioterapia presencial ou consulta com especialista em lipedema, mas pode trabalhar em paralelo para melhorar a saúde global.
Exemplo de percurso em Portugal
Suspeita de lipedema → marcação de consulta com especialista em lipedema.
Confirmação do diagnóstico e definição do estágio.
Início de compressão e terapias físicas.
Se existir obesidade/metabólica: entrada em programa de emagrecimento médico (por exemplo, Piko).
Reavaliação periódica; se indicado, discussão de lipoaspiração específica.
Manutenção a longo prazo com compressão, exercício, alimentação e seguimento médico.
Especialista em lipedema Portugal
Que tipo de especialista procurar
Angiologia e cirurgia vascular – frequente na avaliação de distúrbios de circulação e lipedema.
Cirurgia plástica/reconstrutiva – em centros que realizam lipoaspiração específica para lipedema.
Medicina física e de reabilitação – focada em mobilidade, dor e plano de exercício.
Fisioterapia linfática – drenagem, compressão, educação para autocuidados.
Exemplos de recursos em Portugal
Sem fazer recomendações comerciais, há em Portugal:
Clínicas e centros que divulgam informação sobre lipedema e oferecem terapia de compressão e lipoaspiração específica, como a medi Portugal (referência em dispositivos de compressão).
Clínicas privadas com profissionais que se apresentam como especialistas em lipedema, como a Allure Clinic (Lisboa), que publica conteúdos dedicados a lipedema e exercício.
O ideal é:
Verificar a especialidade médica do profissional.
Confirmar experiência concreta em lipedema.
Avaliar se a equipa inclui fisioterapia/terapia linfática.
Piko como solução online complementar
Se além do lipedema também luta com obesidade ou doenças metabólicas, pode:
Tratar o lipedema com um especialista presencial.
Em paralelo, usar o programa da Piko para:
Perder peso de forma estruturada.
Melhorar glicemia, colesterol, tensão arterial.
Acompanhar progressos na app.
Assim, cuida em simultâneo da doença do tecido adiposo e da saúde metabólica global.
Dieta para lipedema
Objetivos da alimentação no lipedema
Reduzir inflamação sistémica.
Manter ou melhorar massa muscular.
Ajudar a controlar peso (quando existe excesso) sem dietas extremas.
Apoiar energia e bem-estar.
Não há “dieta oficial” única, mas há princípios comuns que muitos especialistas usam.
Princípios gerais
Priorizar alimentos pouco processados: legumes, frutas, leguminosas, frutos gordos, cereais integrais.
Garantir proteína suficiente (ovos, peixe, carne magra, tofu, leguminosas) para preservar músculo.
Reduzir açúcar simples e farinhas muito refinadas.
Evitar excesso de sal e alimentos muito ricos em sódio (enchidos, snacks salgados, comida pré-feita), que favorecem retenção de líquidos.
Pequeno-almoço para desinflamar: exemplos
Algumas ideias de pequeno-almoço saudável para lipedema:
Iogurte natural ou skyr + frutos vermelhos + sementes de chia/linhaça + punhado de frutos secos.
Papas de aveia integral em água ou bebida vegetal, com canela, maçã aos cubos e uma colher de manteiga de amendoim 100%.
Ovos mexidos com espinafres + uma fatia de pão integral + tomate.
O foco é:
Proteína + fibra + gordura saudável, evitando picos grandes de açúcar.
Vitaminas e micronutrientes relevantes
Não há um “cocktail” mágico, mas é importante:
Garantir vitamina D adequada (deficiências são frequentes; pode precisar de suplemento).
Incluir alimentos ricos em vitamina C, E, polifenóis (frutas, legumes coloridos, chá verde) para apoiar saúde vascular.
Falar com o médico antes de iniciar qualquer suplemento em altas doses.
Lipedema antes e depois: o que é realista
Com tratamento conservador
Muitas pessoas reportam:
Menos dor e peso nas pernas.
Menos crises de inchaço ao fim do dia.
Maior tolerância ao exercício.
Visualmente, a mudança pode ser discreta, mas funcionalmente é relevante.
Com cirurgia
Nas mãos de equipas experientes e com boa reabilitação:
É possível reduzir de forma significativa o volume das pernas.
Muitas pacientes sentem grande melhoria estética e de mobilidade.
Ainda assim:
A cirurgia não altera a predisposição de base.
Pode haver necessidade de compressão a longo prazo.
O foco deve ser sempre qualidade de vida e não perfeição estética.
Como a Piko pode ajudar se tem lipedema e obesidade
Se tem lipedema e:
IMC elevado,
glicemia ou colesterol alterados,
histórico de “dietas yoyo”…
…então um programa médico de emagrecimento completo pode ser um aliado.
Na Piko pode encontrar:
Programa médico de emagrecimento completo – consultas médicas online, avaliação detalhada, plano personalizado.
Possível uso de medicação para obesidade (GLP-1 e outros), se for clinicamente adequado.
App para registar peso, hábitos, sintomas, e manter contacto com a equipa.
Comunidade de pessoas na mesma jornada, o que é especialmente importante em doenças crónicas como o lipedema.
Reforço: a Piko não substitui cirurgião vascular/plástico, fisioterapeuta ou terapeuta linfático. O ideal é que os cuidados se complementem.
Perguntas frequentes sobre lipedema
O que é lipedema em termos simples?
Lipedema é uma doença do tecido adiposo, em que a gordura se acumula de forma desproporcional (sobretudo nas pernas), com dor, inchaço e tendência para hematomas. Atinge quase sempre mulheres e não é simplesmente “gordura a mais” por comer demais ou ser sedentária.
Como saber se sofro de lipedema?
Suspeite de lipedema se:
As pernas são muito maiores do que o tronco desde jovem.
Quando emagrece, o tronco diminui, mas as pernas quase não mudam.
Sente dor ao apertar a gordura das pernas.
Faz nódoas negras com facilidade.
O diagnóstico só pode ser feito por um médico (por exemplo, angiologista/cirurgião vascular), após observar o padrão de gordura, pele e sintomas. Se se revê nestes sinais, vale a pena marcar consulta para esclarecer.
Lipedema engorda? É o mesmo que obesidade?
O lipedema não é o mesmo que obesidade. É possível ter lipedema com peso dentro do normal, e também ter lipedema + obesidade. O que acontece muitas vezes é:
A pessoa ganha peso (por razões várias).
A gordura “extra” soma-se ao lipedema existente.
Enquanto a obesidade responde relativamente bem a programas estruturados de emagrecimento, o lipedema tende a persistir nas áreas afetadas, mesmo com perda de peso significativa.
Como tratar lipedema em Portugal?
O tratamento passa por:
Diagnóstico por especialista em lipedema.
Início de terapia conservadora (compressão, exercício, drenagem linfática, gestão da dor).
Gestão de peso e comorbilidades (obesidade, diabetes, hipertensão), com apoio do médico de família, endocrinologista ou programas como o da Piko.
Em casos selecionados, avaliação para lipoaspiração específica de lipedema, em centros com experiência.
O SNS e a rede privada ainda estão a adaptar-se ao aumento de casos, por isso as trajetórias podem variar entre regiões.
Como atenuar o lipedema no dia a dia?
Algumas medidas que costumam ajudar:
Usar compressão adequada (meias/leggings prescritas).
Evitar longos períodos em pé ou sentada sem mexer as pernas.
Praticar exercício regular de baixo impacto (caminhar, nadar, bicicleta).
Priorizar uma alimentação pouco processada, rica em vegetais e proteína.
Cuidar do sono e do stress, que influenciam inflamação e dor.
Não substitui tratamento médico, mas pode reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Quais são as vitaminas mais importantes para o lipedema?
Não existe um “cocktail” único, mas é importante:
Corrigir deficiência de vitamina D, se existir.
Garantir ingestão de vitamina C e outros antioxidantes (frutas e legumes variados).
Manter boa ingestão de magnésio, zinco, selénio, sobretudo através de uma alimentação equilibrada.
Suplementos podem ter lugar em situações específicas, mas devem ser avaliados por médico ou nutricionista; doses muito altas sem indicação não são isentas de risco.
O que comer ao pequeno-almoço para desinflamar?
Boas opções incluem:
Iogurte natural ou skyr + frutos vermelhos + sementes (chia, linhaça).
Papas de aveia com fruta e frutos secos.
Ovos mexidos com legumes (espinafres, tomate, cogumelos) e uma fatia de pão integral.
O objetivo é evitar picos grandes de açúcar e incluir proteína + fibra + gorduras saudáveis, que ajudam na saciedade e na inflamação.
Quais são os melhores exercícios para o lipedema?
Os melhores exercícios são os que:
Poupam as articulações e podem ser mantidos a longo prazo:
Caminhada em plano, bicicleta, elíptica, natação, hidroginástica.
Incluem treino de força progressivo (com orientação), para proteger músculos e articulações.
Em geral, desaconselham-se exercícios de alto impacto (saltos intensos, corrida longa em superfícies duras) em estágios avançados, sem supervisão.
O lipedema tem cura?
Atualmente, o lipedema é considerado uma doença crónica. Há tratamentos que:
Melhoram muito sintomas.
Podem reduzir volume (sobretudo com cirurgia).
Permitem uma vida mais ativa e confortável.
Mas exige gestão contínua: compressão, movimento, alimentação, acompanhamento médico. O objetivo realista é controlo e melhoria da qualidade de vida, não “curar e esquecer”.
O lipedema é reconhecido pelo SNS em Portugal?
O reconhecimento e a organização da resposta do SNS estão ainda em evolução. Em vários países europeus, incluindo Portugal, há cada vez mais atenção ao lipedema, com criação de consultas específicas em alguns centros. A oferta, contudo, ainda é desigual e as pacientes muitas vezes passam anos sem diagnóstico formal.
A Piko trata lipedema?
A Piko é uma clínica digital de emagrecimento focada em obesidade e saúde metabólica:
Não faz diagnóstico presencial de lipedema.
Não realiza cirurgia nem fisioterapia linfática.
O que faz é:
Ajudar pessoas com excesso de peso/obesidade, muitas das quais também têm lipedema, a perder peso com segurança, através de consultas médicas, análises, suporte nutricional/comportamental e, se indicado, medicação.
Idealmente, quem tem lipedema combina:
Especialista presencial em lipedema +
Programa de emagrecimento e saúde metabólica (como o da Piko), quando aplicável.
Aviso importante
Este artigo é informacional. Não substitui a avaliação personalizada de um médico, fisioterapeuta ou outro profissional de saúde. Em caso de dúvida ou suspeita de lipedema, o passo mais importante é marcar consulta.