Medicamentos para obesidade em Portugal: quais existem, quanto ajudam e quanto custam

medicamentos para obesidade

Perder peso com obesidade não é só “comer menos e mexer mais”. Para muitas pessoas, sobretudo com IMC elevado e doenças associadas, os medicamentos para obesidade podem ser uma peça importante do tratamento. Mas quais existem em Portugal, quanto ajudam na balança e quanto custam por mês na prática?

Neste guia vai encontrar uma visão clara, atualizada e equilibrada sobre os principais medicamentos para o tratamento da obesidade em Portugal, como funcionam e em que contexto podem fazer sentido, sempre com supervisão médica.

Este artigo é informativo e não substitui uma consulta médica. Nunca inicie, altere ou suspenda medicação sem falar com um profissional de saúde.


Resumo rápido: principais medicamentos para obesidade em Portugal

Obesidade tratamento farmacológico em 30 segundos

Em Portugal, existem atualmente cinco medicamentos com utilização estabelecida no tratamento da obesidade, todos sujeitos a receita médica: Mounjaro (tirzepatida), Wegovy (semaglutida), Saxenda (liraglutida), Mysimba (bupropiom + naltrexona) e orlistato 120 mg. 

Todos devem ser usados como complemento a dieta e atividade física e apenas em pessoas com critérios clínicos definidos (tipicamente IMC igual ou superior a 30, ou 27 com comorbilidades relacionadas com excesso de peso).

De forma muito simplificada:

  • Mounjaro e Wegovy são injeções semanais de nova geração com grande eficácia de perda de peso.

  • Saxenda é uma injeção diária, também da classe dos análogos de GLP-1.

  • Mysimba é um comprimido que atua no sistema nervoso central para reduzir apetite.

  • Orlistato é um comprimido que reduz a absorção de gordura no intestino.

Os custos variam muito, mas os injetáveis modernos situam-se geralmente na faixa das várias centenas de euros por mês, enquanto Mysimba e Orlistato tendem a ser mais baratos, embora ainda representem um investimento relevante.

Tabela resumo: medicamentos para obesidade, via, perda de peso média e custo aproximado

MedicamentoVia / frequênciaPerda de peso média em ensaios*Ordem de custo mensal (Portugal)**Tipo de ação principal
Mounjaro (tirzepatida)Injeção semanalCerca de 15–20% do peso inicialVárias centenas de eurosAgonista duplo GIP + GLP-1
Wegovy (semaglutida)Injeção semanalCerca de 10–15%Várias centenas de eurosAgonista GLP-1
Saxenda (liraglutida)Injeção diáriaCerca de 5–8%Centenas de eurosAgonista GLP-1
MysimbaComprimidos orais diáriosCerca de 4–8%Centena de euros (ordem)Atua em vias cerebrais de recompensa/apetite
Orlistato 120 mgComprimidos com refeições3–5% adicionais face à dietaDezenas a baixa centena de eurosBloqueio da absorção de gordura

* Valores aproximados, variam entre estudos e indivíduos.
** Faixas indicativas, sujeitas a alteração com dose, marca e farmácia; confirme sempre na sua farmácia.


Obesidade tratamento: quando faz sentido falar em medicamentos?

Obesidade é doença crónica, não falta de força de vontade

A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e por entidades nacionais como a Direção-Geral da Saúde como uma doença crónica complexa, associada a risco aumentado de diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto, fígado gordo, apneia do sono e doença cardiovascular, entre outras. 

Isto significa que, em muitos casos, mexe com hormonas, metabolismo, cérebro e comportamento, não sendo apenas uma questão de força de vontade.

Critérios gerais usados em Portugal

As recomendações atuais apontam que os medicamentos para obesidade sejam considerados, em adultos, quando:

  • IMC igual ou superior a 30 kg/m² (obesidade), ou

  • IMC entre 27 e 30 kg/m² com pelo menos uma comorbilidade relacionada com o peso (por exemplo, diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono).

Mesmo assim, é esperado que a pessoa tenha tentado previamente mudanças estruturadas de estilo de vida com acompanhamento, salvo situações clínicas em que faça sentido acelerar a intervenção farmacológica.

Medicamento obesidade: complemento, não substituto

Qualquer tratamento da obesidade com medicamentos deve:

  • Ser feito com acompanhamento médico regular.

  • Incluir sempre alterações de alimentação, atividade física e sono.

  • Ser visto como parte de uma estratégia de longo prazo, e não como “atalho estético” antes do verão.

É precisamente a lógica que a Piko segue no seu programa médico de emagrecimento: o medicamento é uma ferramenta, nunca o plano inteiro.


Principais medicamentos para obesidade em Portugal (visão geral)

Os 5 medicamentos comercializados para obesidade

Segundo análises recentes do Infarmed, existem atualmente cinco fármacos usados em Portugal com indicação para obesidade: Mounjaro (tirzepatida), Wegovy (semaglutida), Saxenda (liraglutida), Mysimba (bupropiom + naltrexona) e orlistato 120 mg. 

Todos exigem receita médica e, até ao momento, não são comparticipados para obesidade, o que significa que o custo recai sobretudo sobre o doente, embora isto possa mudar no futuro.

O que têm em comum e em que diferem

Em comum:

  • Usam-se em adultos com obesidade ou excesso de peso com comorbilidades.

  • São sempre associados a dieta hipocalórica e aumento da atividade física.

  • Requerem monitorização de efeitos secundários e resposta clínica.

Diferem em:

  • Via de administração (injeção semanal, injeção diária, comprimidos).

  • Mecanismo de ação (hormonas intestinais vs sistema nervoso central vs intestino).

  • Potência de perda de peso média.

  • Perfil de efeitos secundários e contra-indicações.

  • Custo mensal.

Vamos agora ver cada medicamento em mais detalhe.


Mounjaro (tirzepatida): nova geração para obesidade

O que é e para que serve

Mounjaro é o nome comercial da tirzepatida, um medicamento injetável de administração semanal aprovado na União Europeia para: 

  • Diabetes tipo 2 em adultos, insuficientemente controlada com dieta e exercício, e

  • Gestão de peso em adultos com IMC elevado, quando associados a dieta e atividade física.

Em Portugal, está disponível sob receita médica em canetas pré-cheias, geralmente começando em dose de 2,5 mg com aumentos progressivos.

Como atua no organismo

A tirzepatida é um agonista duplo dos recetores de GIP e GLP-1. Em linguagem simples: imita duas hormonas produzidas no intestino que comunicam com o cérebro e o pâncreas, ajudando a:

  • Aumentar a saciedade.

  • Reduzir o apetite e os “assaltos” ao frigorífico.

  • Melhorar o controlo da glicemia.

  • Levar o organismo a usar mais gordura como fonte de energia.

Perda de peso média observada

Nos estudos de fase 3 em obesidade, em pessoas sem diabetes, tirzepatida combinada com dieta e exercício levou a perdas médias na ordem dos 15 a mais de 20 por cento do peso corporal inicial após cerca de 72 semanas, dependendo da dose, versus cerca de 3 por cento no grupo placebo.

Isto torna o Mounjaro um dos medicamentos mais potentes de que dispomos hoje para perda de peso.

Quanto custa em Portugal

Análises de farmácias portuguesas apontam, de forma aproximada, para preços como:

  • 2,5 mg – cerca de 180 euros por embalagem.

  • 5 mg – cerca de 240–250 euros.

  • Doses mais altas (10–15 mg) – valores a partir da casa dos 300–400 euros.

O custo mensal depende da dose em que se encontra e do número de canetas usadas. Na prática, muitas pessoas acabam por investir várias centenas de euros por mês.

Efeitos secundários e riscos

Os efeitos muito comuns incluem:

  • Náuseas, vómitos.

  • Diarreia ou obstipação.

  • Diminuição do apetite.

  • Dor abdominal. 

Existem riscos raros, mas relevantes, como pancreatite aguda e problemas da vesícula biliar, entre outros, que exigem vigilância médica.

Vantagens e limitações

Vantagens

  • Elevada eficácia média de perda de peso.

  • Administração semanal, que facilita adesão.

  • Benefícios metabólicos (diabetes, pré-diabetes).

Limitações

  • Custo elevado, sobretudo nas doses mais altas.

  • Efeitos gastrointestinais podem ser significativos, sobretudo no início.

  • Não é adequado para todas as pessoas; há várias contra-indicações.


Wegovy (semaglutida): GLP-1 semanal para perda de peso

O que é Wegovy e em que se distingue do Ozempic

Wegovy é uma marca de semaglutida aprovada especificamente para tratamento da obesidade, em doses mais elevadas do que as usadas em Ozempic, que está aprovado para diabetes tipo 2.

Na prática:

  • Wegovy foi desenhado e estudado para perda de peso.

  • Ozempic é um antidiabético; o uso para obesidade é frequentemente off-label, algo que deve sempre ser gerido por médicos e dentro das regras nacionais.

Como funciona e resultados

Semaglutida é um agonista dos recetores GLP-1. Ajuda a:

  • Aumentar a sensação de saciedade.

  • Abrandar o esvaziamento gástrico.

  • Reduzir a ingestão calórica.

Nos grandes ensaios, doses semanais de semaglutida para obesidade levaram a perdas médias na ordem dos 10 a 15 por cento do peso corporal, em associação a dieta e exercício.

Custo aproximado em Portugal

Farmácias portuguesas listam diferentes apresentações de Wegovy, com preços que, de forma geral, colocam o tratamento na faixa de várias centenas de euros por mês, dependendo da dose de manutenção (por exemplo, 1,7 ou 2,4 mg) e da política de cada farmácia.

Mais uma vez, é essencial confirmar o valor atualizado na sua farmácia.

Efeitos secundários e prós/contras

Os efeitos secundários mais comuns são semelhantes aos de outros GLP-1:

  • Náuseas, vómitos.

  • Diarreia, obstipação.

  • Dor abdominal e sensação de enfartamento. 

Prós

  • Boa eficácia de perda de peso.

  • Administração semanal.

  • Experiência crescente de uso a nível internacional.

Contras

  • Custo elevado.

  • Efeitos gastrointestinais.

  • Necessidade de monitorizar risco de pancreatite e outras complicações raras.


Saxenda (liraglutida): injeção diária

O que é Saxenda

Saxenda é liraglutida em dose diária, também da classe dos agonistas GLP-1, aprovada há vários anos para tratamento de obesidade em adultos e, em alguns contextos, adolescentes. 

Mecanismo e eficácia

Tal como outras moléculas da classe, Saxenda:

  • Aumenta a saciedade.

  • Ajuda a controlar a fome e a reduzir o tamanho das refeições.

Nos estudos, quando combinada com dieta e exercício, costuma levar a perdas médias de 5 a 8 por cento do peso corporal ao fim de um ano, com variação significativa entre indivíduos.

Custos em Portugal

Saxenda é disponibilizada em canetas pré-cheias, com esquemas de titulação de dose até ao máximo de 3 mg por dia. Listagens de farmácias apontam para preços por embalagem que, na prática, resultam num custo mensal na ordem das centenas de euros, com variação consoante dose e farmácia.

Perfil de segurança

Os efeitos secundários mais frequentes são, outra vez, gastrointestinais, sobretudo no início do tratamento e após aumento de dose. Há também necessidade de vigiar sinais de pancreatite, problemas da vesícula e outros riscos raros, conforme descrito na ficha técnica.


Mysimba: comprimidos para controlo de apetite

O que é Mysimba

Mysimba combina dois fármacos já conhecidos, bupropiom e naltrexona, em comprimidos de libertação prolongada, com indicação para tratamento da obesidade em adultos, em associação a dieta e exercício. 

Atua em vias de recompensa e controlo de apetite no sistema nervoso central, ajudando a reduzir a ingestão calórica.

Eficácia

Nos ensaios clínicos, Mysimba mostrou:

  • Diferenças absolutas de perda de peso, em média, na ordem dos 4 a 8 por cento ao fim de um ano, quando combinado com programa de estilo de vida estruturado.

É menos potente, em geral, do que os GLP-1 injetáveis, mas pode ser útil em certos perfis, sobretudo quando estes não são adequados.

Preço em Portugal

Farmácias portuguesas referem preços na casa dos 120 euros por embalagem de 112 comprimidos, o que tipicamente se traduz numa ordem de uma centena de euros por mês, dependendo do esquema de dose e da duração do tratamento. 

Efeitos secundários, vantagens e limitações

Efeitos secundários comuns incluem:

  • Náuseas, vómitos.

  • Dor de cabeça.

  • Insónia.

  • Aumento da pressão arterial em alguns casos.

Vantagens

  • Administração oral (comprimidos).

  • Sem necessidade de injeções.

  • Pode ser opção para quem não tolera GLP-1.

Limitações

  • Eficácia moderada.

  • Não é adequado em várias situações, como certos problemas psiquiátricos, convulsões, hipertensão não controlada.


Orlistato 120 mg: bloqueador de gordura

O que é e como funciona

Orlistato inibe as lipases gástricas e pancreáticas, enzimas responsáveis pela digestão da gordura, fazendo com que cerca de 30 por cento da gordura ingerida não seja absorvida e seja eliminada nas fezes.

Está disponível como Xenical e vários genéricos de 120 mg (sujeitos a receita) e também em doses mais baixas nalguns países.

Eficácia média

Quando associado a dieta hipocalórica:

  • Ajuda muitas pessoas a perder 3 a 5 por cento adicionais do peso corporal em comparação com dieta apenas.

  • Melhora alguns parâmetros metabólicos, como risco de diabetes tipo 2.

Preço e marcas

Os preços variam consoante marca e tamanho da caixa, mas as apresentações de 120 mg tendem a ficar na faixa das dezenas a baixa centena de euros por mês, tornando o orlistato uma das opções farmacológicas menos caras. 

Efeitos gastrointestinais

Como a gordura não absorvida sai nas fezes, é frequente surgir:

  • Fezes oleosas.

  • Manchas de óleo na roupa interior.

  • Urgência para evacuar.

  • Gases com perda de óleo.

Estes efeitos são mais intensos quando a pessoa come refeições muito ricas em gordura.

Prós

  • Longa experiência de uso.

  • Preço relativamente mais baixo.

  • Atua localmente no intestino, com pouca absorção sistémica.

Contras

  • Efeitos gastrointestinais podem ser desconfortáveis.

  • Depende de uma dieta moderada em gordura para ser tolerável e eficaz.

  • Pode reduzir absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), exigindo suplementação.


Tabela comparativa: medicamentos para obesidade em Portugal

MedicamentoVia / frequênciaPerda de peso média*Ordem de custo mensal**Principais efeitos secundáriosMelhor para…
MounjaroInjeção semanal15–20%Várias centenas de eurosGI, náuseas, risco raro de pancreatiteObesidade moderada a grave com comorbilidades
WegovyInjeção semanal10–15%Várias centenas de eurosGI, náuseas, risco raro de pancreatiteQuem precisa de forte perda de peso
SaxendaInjeção diária5–8%Centenas de eurosGI, náuseas, vómitosQuem prefere opção mais antiga e conhecida
MysimbaComprimidos diários4–8%Cerca de uma centena de eurosNáuseas, cefaleias, insónia, PA elevadaQuem não quer injeções e é elegível
Orlistato 120 mgComprimidos com refeições3–5% adicionaisDezenas a baixa centena de €Fezes oleosas, urgência fecalQuem aceita focar muito na dieta e gordura

* Em associação a dieta e exercício, com grande variação individual.
** Valores indicativos; confirmar sempre em farmácia.


Tratamento da obesidade com medicamentos: o que a Piko faz de diferente

Muita gente chega a este tipo de artigo à procura do “melhor comprimido” ou da “injecção mais forte”. Na prática, o que mais determina o sucesso a longo prazo é o contexto em que a medicação é usada.

Porque um programa completo pesa mais do que o nome do medicamento

Um bom tratamento da obesidade precisa de:

  • Avaliação médica séria, incluindo exames de sangue e análise de risco global.

  • Plano alimentar que funcione na vida real da pessoa.

  • Estratégias para lidares com fome emocional, stress, sono e rotina.

  • Acompanhamento regular, com ajustes ao longo do tempo.

É esta abordagem que a Piko segue: uma clínica de emagrecimento online que combina:

  • Consultas médicas com profissionais experientes em obesidade.

  • Check-up com dezenas de marcadores de sangue para perceber o estado da saúde metabólica.

  • Possibilidade de prescrição de medicamentos para obesidade, como GLP-1, se fores elegível.

  • Uma app que te acompanha no dia a dia, com registo de peso, sintomas e tarefas.

  • Comunidade de pessoas na mesma jornada, para motivação extra.

Em vez de ser “tomar Mounjaro”, passa a ser “seguir um programa médico de emagrecimento com ou sem Mounjaro”.


Como decidir: será que medicamentos para obesidade fazem sentido para si?

Algumas perguntas úteis para levares para uma consulta (com a Piko ou com o teu médico de família/endocrinologista):

  • Qual é o meu IMC e que riscos já tenho associados ao excesso de peso?

  • Que tentativas estruturadas já fiz, durante quanto tempo e com que resultados?

  • Que medicamentos para obesidade fazem sentido, tendo em conta doenças que já tenho e outros fármacos que tomo?

  • Qual é o custo estimado por mês e durante quanto tempo?

  • Que sinais de alerta tenho de vigiar se começar um destes tratamentos?

Se sentes que:

  • O teu peso está a prejudicar claramente a saúde.

  • Já tentaste “dietas rápidas” e voltas sempre ao mesmo ponto.

  • Gostavas de uma abordagem séria, com equipa clínica e plano claro.

Então faz sentido dar o passo seguinte: um programa médico de emagrecimento, como o da Piko, onde a decisão de usar ou não medicamentos para obesidade é tomada em conjunto com o médico, com base em dados e não em promessas.


Perguntas frequentes sobre medicamentos para obesidade

1. Os medicamentos para obesidade são todos injeções?
Não. Em Portugal há opções injetáveis (Mounjaro, Wegovy, Saxenda) e orais (Mysimba, orlistato). A escolha depende do teu perfil clínico, do tipo de apoio que precisas e das contra-indicações de cada classe.

2. Vou ter de tomar estes medicamentos para sempre?
Obesidade é uma doença crónica, e muitos estudos mostram que, ao parar a medicação, parte do peso perdido tende a voltar. Em alguns casos, pode ser necessário tratamento prolongado. Em outros, faz-se um período de uso e depois uma fase de manutenção com menos ou sem medicação. Isto é algo que se discute ao longo do programa com o médico.

3. Posso tomar dois medicamentos para obesidade ao mesmo tempo?
Há situações em que se combinam abordagens, mas isto só deve ser feito em contexto especializado, porque aumenta o risco de efeitos adversos e interações. Nunca combines medicamentos de perda de peso por iniciativa própria.

4. Os medicamentos para obesidade são comparticipados pelo SNS em Portugal?
Até ao momento, análises do Infarmed indicam que estes medicamentos não estão comparticipados para obesidade, embora se discuta a possibilidade de regimes especiais no futuro. 

5. Posso engravidar enquanto tomo medicamentos para obesidade?
A maioria destes fármacos não é recomendada em gravidez e aleitamento. Se estás a planear engravidar ou se existe essa possibilidade, é essencial discutir com o médico antes de iniciar qualquer tratamento.

6. Se parar a medicação, vou engordar tudo outra vez?
Existe risco de reganho parcial ou total, sobretudo se os hábitos alimentares e de atividade física não tiverem mudado de forma sustentável. Por isso, o foco da Piko e de outras equipas sérias é trabalhar em estilo de vida em paralelo com o medicamento.

7. Qual é o melhor medicamento para obesidade?
Não existe “o melhor” universal. Há o melhor para o teu caso, que vai depender de:

  • IMC e doenças associadas.

  • Preferência por injeções ou comprimidos.

  • Risco cardiovascular.

  • Histórico familiar e pessoal de certas doenças.

  • Capacidade financeira para sustentar o tratamento.

8. Posso comprar estes medicamentos em sites estrangeiros sem receita?
Não é seguro nem legal. A compra deve ser sempre feita em farmácias licenciadas, com receita médica. A EMA e o Infarmed já alertaram para o risco de medicamentos falsificados vendidos online fora do circuito oficial, especialmente no caso dos GLP-1. 

9. A Piko garante que me vai prescrever Mounjaro ou Wegovy?
Não. A Piko garante avaliação médica séria, análises completas e um programa de emagrecimento estruturado. A decisão de prescrever ou não qualquer medicamento para obesidade é sempre do médico, com base nos teus dados clínicos e na legislação em vigor.


Conclusão: medicamentos ajudam, mas não são a história toda

Os medicamentos para obesidade podem ser ferramentas poderosas para tratar uma doença que, há décadas, é subvalorizada. Em Portugal, opções como Mounjaro, Wegovy, Saxenda, Mysimba e orlistato oferecem graus diferentes de eficácia, custos e perfis de segurança.

A chave é usá-los:

  • No doente certo.

  • Na dose certa.

  • Pelo tempo certo.

  • Dentro de um programa completo, e não isoladamente.

Se queres tratar a obesidade com seriedade, vale a pena considerar um programa médico de emagrecimento como o da Piko, onde medicação, alimentação, movimento e acompanhamento andam de mãos dadas, com médicos a teu lado em cada passo.

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Eduardo Alves

Piko Health

Saude Personalizada, Feita para si. Checkup completo, com mais de 100 testes sanguineos. Tratamento médico para emagrecer.