
Ozempic Portugal: o que é, para que serve, qual a disponibilidade e quais as alternativas a este medicamento actualmente existentes no mercado português
O Ozempic é um dos medicamentos mais pesquisados em Portugal.
Desenvolvido pela Novo Nordisk, o laboratório responsável pela produção do Ozempic, tem como princípio ativo o semaglutido (também referido como semaglutida), um agonista do recetor do GLP-1 aprovado para o tratamento da diabetes mellitus tipo 2.
O Ozempic é indicado especificamente para adultos com diabetes tipo 2, conforme demonstrado em estudos clínicos. Apresenta-se sob a forma de solução injetável em caneta pré-cheia.
Embora o Ozempic continue comercializado em Portugal, é fundamental esclarecer que não está autorizado para perda de peso e que o Infarmed recomenda que a sua utilização seja reservada a doentes com diabetes, devido à situação de escassez que se tem verificado nos últimos anos.
Neste artigo, explicamos o que é o Ozempic, para que serve, como funciona, quais as dosagens disponíveis, os efeitos secundários, o preço em Portugal, como obtê-lo legalmente e quais as alternativas autorizadas para o controlo do peso.
Destacamos ainda a importância de consultar a bula do medicamento para obter informações detalhadas sobre indicações, efeitos adversos e restrições, bem como procurar informações oficiais e aconselhamento de profissionais de saúde para garantir uma utilização segura.
O Ozempic está autorizado e disponível em Portugal, mas a sua procura elevada, em grande parte motivada pelo interesse na perda de peso, tem gerado problemas recorrentes de abastecimento.
Em 2025, o Infarmed autorizou, a título excecional, a utilização de lotes de Ozempic com rotulagem em língua estrangeira para mitigar ruturas de stock, acompanhados de folheto informativo em português.
A situação levou o Governo português a aprovar a Portaria n.º 170/2025/1, de 10 de Abril, que criou um regime excecional de comparticipação para agonistas do recetor do GLP-1, restringindo a prescrição comparticipada a quatro especialidades médicas:
Esta medida, em vigor desde agosto de 2025, visa garantir que os doentes diabéticos tenham acesso prioritário a estes fármacos, assegurando o melhor controle glicémico em adultos com diabetes tipo 2.
É igualmente relevante saber que o Ozempic em Portugal não deve ser prescrito off-label para emagrecimento.
Para quem procura tratamento farmacológico para obesidade ou excesso de peso, a alternativa com a mesma substância ativa é o Wegovy, autorizado especificamente para controlo do peso.

O nome Ozempic corresponde à marca comercial do medicamento injetável da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2.
Trata-se de uma solução injetável de semaglutido, apresentada como caneta pré-cheia e administrada uma vez por semana.
A sua popularidade cresceu globalmente a partir de 2022, quando relatos de perda de peso geraram uma procura sem precedentes. Contudo, o medicamento Ozempic é um antidiabético, não um fármaco para emagrecer.
O Ozempic é um medicamento biológico que contém semaglutido, uma substância que mimetiza a ação do GLP-1, uma hormona produzida no intestino após as refeições.
Ao ativar os recetores do GLP-1, o semaglutido promove a libertação de insulina quando a glicose está elevada, reduz a produção hepática de glucagon e atrasa o esvaziamento gástrico, prolongando a sensação de saciedade.
Este mecanismo explica tanto a eficácia no controlo glicémico como o efeito na redução do apetite, que está na origem da procura do Ozempic para perda de peso.
Além disso, o Ozempic atua diretamente no sistema nervoso central, promovendo a sensação de saciedade e ajudando a controlar o apetite. O Resumo das Características do Medicamento (RCM) do Ozempic, publicado pela EMA, detalha estas indicações.
O Ozempic é exclusivamente uma formulação injetável, apresentada em caneta pré-cheia para administração subcutânea. Não existe Ozempic em comprimido.
Quem pesquisa por "ozempic comprimido" ou "ozempic em comprimido" deve saber que a semaglutida oral corresponde a outro medicamento da Novo Nordisk, o Rybelsus, aprovado igualmente para diabetes tipo 2, mas não autorizado para perda de peso.

O Ozempic é um medicamento inovador para o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos, tendo como princípio ativo a semaglutida. A sua ação baseia-se na mimetização do GLP-1, uma hormona natural que regula os níveis de açúcar no sangue.
Ao ser administrado, o Ozempic estimula o pâncreas a libertar insulina quando os níveis de glicose estão elevados, ao mesmo tempo que reduz a produção de glucagon, hormona responsável por aumentar o nível de açúcar no sangue.
Esta dupla ação contribui para um melhor controlo glicémico em pacientes com diabetes tipo 2.
Além disso, o Ozempic retarda o esvaziamento gástrico, prolongando a sensação de saciedade e levando a uma redução espontânea da ingestão calórica.
Este efeito pode resultar numa perda de peso corporal, sendo especialmente relevante para adultos com excesso de peso ou obesidade associados ao diabetes.
O controlo dos níveis de açúcar no sangue são fundamentais para diminuir o risco de complicações do diabetes e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O tratamento com Ozempic deve ser sempre acompanhado por um médico, que avaliará a resposta individual e ajustará a terapêutica conforme necessário.
É verdade que o semaglutido, o princípio ativo do Ozempic, demonstrou em ensaios clínicos uma capacidade significativa de redução do peso corporal. No entanto, o Ozempic não está autorizado para essa indicação.
A redução do apetite e o atraso no esvaziamento gástrico que ocorrem com o tratamento contribuem para uma diminuição da ingestão calórica, o que pode resultar em perda de peso.
Importa referir que a perda de peso observada com o uso de semaglutido está associada principalmente à redução de gordura corporal, conforme demonstrado em estudos clínicos.
O Ozempic é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlada, como adjuvante à dieta e exercício físico. Pode ser utilizado em monoterapia, quando a metformina é considerada inapropriada, ou em combinação com outros medicamentos antidiabéticos.
O Ozempic também demonstrou benefício na redução do risco de eventos cardiovasculares adversos major em doentes com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida.
Não deve. Em Portugal, o Ozempic não deve ser prescrito off-label para emagrecimento e deve ser priorizado para doentes com diabetes, como confirmado pela equipa da Piko.
O Infarmed tem sido claro nas suas recomendações para gestão da disponibilidade dos agonistas do GLP-1: a utilização destes medicamentos para indicações não aprovadas, nomeadamente a perda de peso, tem contribuído significativamente para o agravamento da escassez.
O Ozempic é administrado por via subcutânea, uma vez por semana, sempre no mesmo dia. A injeção pode ser feita no abdómen, na coxa ou na parte superior do braço. As canetas pré-cheias vêm prontas a usar, com mecanismo de seleção de dose e agulhas descartáveis. Pode ser tomado com ou sem alimentos.
O tratamento inicia-se com uma dose baixa, progressivamente aumentada de acordo com a tolerância e a resposta clínica. Qualquer ajuste de dose deve ser feito sob orientação médica.
A prática regular de atividade física, em conjunto com uma dieta adequada, é fundamental para otimizar o controlo glicémico e os resultados do tratamento com Ozempic. O folheto informativo do Ozempic contém instruções detalhadas de utilização.

Em Portugal, o Ozempic encontra-se disponível em caneta pré-cheia nas seguintes apresentações autorizadas: 0,25 mg/0,19 ml, 0,5 mg/0,37 ml e 1 mg/0,74 ml.
A dose de 0,25 mg é a dose inicial, utilizada durante as primeiras quatro semanas para melhorar a tolerância gastrointestinal, não sendo uma dose de manutenção.
A dose de 0,5 mg é geralmente a primeira dose de manutenção. Após pelo menos quatro semanas, o médico pode aumentar para 1 mg se o controlo glicémico não for adequado.
Na União Europeia, existe também a apresentação de 2 mg, embora a sua disponibilidade nas farmácias portuguesas possa variar. Cada caneta contém doses para quatro semanas de tratamento, correspondendo a um mês de terapêutica.
O Ozempic pode causar efeitos colaterais, incluindo dor de cabeça, além dos efeitos gastrointestinais como náuseas, vómitos, diarreia, obstipação e dor abdominal.
Estes efeitos colaterais tendem a ser mais intensos no início do tratamento ou após aumentos de dose e, na maioria dos casos, diminuem com a continuação da terapêutica.
Entre os efeitos menos frequentes encontram-se a redução do apetite, tonturas, fadiga e dispepsia.
Existem também reações adversas raras mas graves, como pancreatite aguda (inflamação do pâncreas), litíase biliar e reações alérgicas ou a hipoglicemia, especialmente quando o Ozempic é utilizado em combinação com outros medicamentos para o diabetes, como insulina ou sulfonilureias.
Sinais como dor abdominal intensa e persistente, icterícia ou dificuldade respiratória devem motivar contacto médico imediato. O perfil completo de efeitos secundários está descrito no RCM do Ozempic. O acompanhamento médico regular é indispensável.
Embora o Ozempic seja geralmente bem tolerado e eficaz no tratamento do diabetes tipo 2, é importante estar atento a outros possíveis efeitos adversos como reações alérgicas graves que, embora pouco frequentes, também podem ocorrer e exigem atenção médica imediata.
Além disso, alguns estudos sugerem que o uso do Ozempic pode estar associado a um risco aumentado de doença cardiovascular, incluindo enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral, sobretudo em pacientes com fatores de risco pré-existentes.
Por isso, é fundamental que todos os pacientes em tratamento com Ozempic mantenham uma monitorização regular dos níveis de açúcar no sangue e da pressão arterial, seguindo sempre as orientações do médico assistente.

O Ozempic pode interagir com outros medicamentos utilizados no tratamento do diabetes, como insulina, metformina e outros antidiabéticos orais.
Estas interações podem potenciar o risco de hipoglicemia ou outros efeitos adversos, tornando essencial o ajuste cuidadoso das doses sob supervisão médica.
Além disso, o uso concomitante de Ozempic com medicamentos como a varfarina (anticoagulante) ou fármacos para hipertensão pode aumentar o risco de efeitos indesejáveis ou alterar a eficácia do tratamento.
Por este motivo, é imprescindível que os pacientes informem sempre o seu médico sobre todos os medicamentos que estão a tomar, incluindo suplementos e produtos naturais, antes de iniciar o tratamento com Ozempic.
O médico poderá ajustar a dose do Ozempic ou recomendar alterações na medicação habitual para garantir a máxima segurança e eficácia do tratamento, minimizando o risco de interações medicamentosas.
A sobredosagem de Ozempic pode ter consequências graves para a saúde, incluindo hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue), náuseas intensas, vómitos e diarreia.
Caso um paciente suspeite que administrou uma dose superior à recomendada, é fundamental procurar imediatamente orientação médica ou contactar um centro de controlo de intoxicações.
O tratamento da sobredosagem pode envolver a administração de glicose para normalizar os níveis de açúcar no sangue e outras medidas de suporte, dependendo da gravidade dos sintomas apresentados.
A monitorização rigorosa dos níveis de açúcar no sangue é essencial após uma sobredosagem, para evitar complicações adicionais.
Nunca deve ser feito qualquer ajuste de dose sem a orientação do médico, reforçando a importância do acompanhamento clínico contínuo durante todo o tratamento com Ozempic.
O Ozempic só pode ser adquirido em farmácias mediante receita médica. A compra em canais não autorizados, incluindo websites sem licença, redes sociais ou mercado paralelo, constitui um risco real para a saúde.
Existem relatos, a nível europeu, de falsificação de medicamentos agonistas do GLP-1, com produtos de origem e composição desconhecidas.
Em Portugal, a dispensa de medicamentos pela internet está regulamentada. Para confirmar se uma farmácia online está autorizada, deve procurar-se o logótipo comum europeu de farmácia online e verificar a lista de entidades autorizadas junto do Infarmed.
Nota: Mesmo em farmácias online autorizadas, o Ozempic exige receita médica.
O preço do Ozempic em Portugal varia conforme a dosagem. O PVP das apresentações mais comuns situa-se na ordem dos 97 a 107 euros por caneta.
Para doentes com diabetes tipo 2 que preencham os critérios de comparticipação, o Estado comparticipa a 90% do PVP, ao abrigo do regime excecional previsto na Portaria n.º 170/2025/1, o que reduz consideravelmente o custo para o utente.
A comparticipação só se aplica quando o Ozempic é prescrito para diabetes tipo 2, por médico de uma das quatro especialidades autorizadas e com menção ao regime excecional na receita eletrónica.
Se utilizado off-label para perda de peso, o doente suporta 100% do custo. Para preços atualizados, recomenda-se a consulta do Prontuário Terapêutico Online do Infarmed.
A utilização do Ozempic para emagrecer é uma das razões mais frequentes por trás das pesquisas em Portugal. Porém, esta indicação não está aprovada.
O Infarmed é explícito: a utilização off-label dos agonistas do GLP-1 para perda de peso põe em risco a disponibilidade para doentes diabéticos.
Para quem procura tratamento farmacológico para obesidade, existem opções autorizadas em Portugal.
A principal é o Wegovy, que contém semaglutido numa dose de 2,4 mg e está autorizado para controlo do peso, disponível em Portugal desde abril de 2025, embora sem comparticipação para obesidade.
Em Portugal, existem cinco medicamentos com indicação aprovada para obesidade: Wegovy (semaglutido 2,4 mg), Saxenda (liraglutido 3 mg), Mounjaro (tirzepatida), Mysimba (bupropiona + naltrexona) e Beacita (orlistato).
Nenhum é comparticipado para tratamento da obesidade ou excesso de peso. O Infarmed está a realizar um estudo de análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, cujos resultados poderão abrir caminho à futura comparticipação.
O Trulicity (dulaglutido), tal como o Ozempic, é indicado para diabetes tipo 2, mas não para perda de peso. O Victoza (liraglutido) deixou de ser comercializado em Portugal a 31 de dezembro de 2025, por decisão comercial da Novo Nordisk.
Para além das opções farmacológicas, existem abordagens cirúrgicas como o balão intragástrico e a cirurgia bariátrica, consideradas em casos específicos mediante avaliação multidisciplinar. A DGS publicou orientações sobre a abordagem terapêutica da obesidade no SNS.
A retatrutida é uma molécula em investigação, desenvolvida pela Eli Lilly, que atua como triplo agonista dos recetores GIP, GLP-1 e glucagon. Em ensaios de fase 2, mostrou reduções de peso médias de até 24%.
Encontram-se em curso vários ensaios de fase 3 (programa TRIUMPH), com conclusão prevista para 2026. A retatrutida não está disponível nem autorizada fora de ensaios clínicos e não deve ser considerada uma opção terapêutica atual.
A duração do tratamento com Ozempic para a diabetes tipo 2 não tem um prazo predefinido. Trata-se, em muitos casos, de uma terapêutica de longo prazo, cuja continuação depende da resposta clínica, do controlo glicémico e da avaliação médica periódica.
Não existem garantias de uma duração universal, e a decisão de manter, ajustar ou interromper o tratamento deve ser sempre tomada em conjunto com o médico.
A suspensão do Ozempic pode levar a uma deterioração do controlo glicémico em doentes diabéticos.
No contexto da perda de peso (quando utilizado off-label), a literatura sugere que a interrupção do semaglutido pode resultar numa recuperação parcial ou total do peso perdido, sobretudo se não forem mantidos hábitos de alimentação saudável e atividade física regular.
Este é um dos motivos pelos quais o acompanhamento multidisciplinar, incluindo médico, nutricionista e, quando adequado, profissional de exercício físico, é tão importante para resultados sustentáveis.

Não. O Ozempic exige receita médica e a compra fora de farmácias ou entidades autorizadas representa um risco real, segundo a equipa clínica da Piko Health.
Qualquer website ou canal que ofereça Ozempic sem receita opera à margem da lei. A EMA alertou para o aumento de medicamentos ilegais vendidos na UE, incluindo agonistas do GLP-1 falsificados.
Os riscos incluem composição desconhecida, contaminação, subdosagem ou sobredosagem e ausência de acompanhamento clínico.
O princípio ativo do Ozempic é o semaglutido. Nas fontes regulatórias portuguesas, a denominação oficial pode surgir como "semaglutido", que é a Denominação Comum Internacional (DCI) utilizada pelo Infarmed.
É também frequente encontrar as variantes "semaglutida" ou "sema glutida" (separada), que se referem à mesma substância.
O semaglutido é um análogo do GLP-1, modificado para ter uma semivida prolongada que permite a administração semanal, resistindo à degradação pela enzima DPP-4.
A semaglutida (ou semaglutido) é a substância ativa presente não só no Ozempic, mas também no Wegovy e no Rybelsus. Cada um destes medicamentos tem indicações, doses e formas farmacêuticas distintas.
O Ozempic é injetável e indicado para diabetes tipo 2. O Wegovy é igualmente injetável, na dose de 2,4 mg, e está autorizado para controlo de peso.
O Rybelsus é a formulação oral de semaglutida (comprimido), indicada para diabetes tipo 2, mas não autorizada para emagrecimento.
O Rybelsus (semaglutida oral) não está autorizado para perda de peso. Embora a substância ativa seja a mesma, as indicações aprovadas diferem.
A pesquisa por "semaglutida comprimido" ou "semaglutida comprimido emagrece" deve ser enquadrada neste contexto: a formulação oral existe, mas é um antidiabético.
A pesquisa por "semaglutida genérico preço" deve também ser interpretada com cautela, uma vez que, à data, não existe um genérico de semaglutida autorizado em Portugal.
Em Portugal, o semaglutido está disponível sob várias marcas. O Ozempic encontra-se nas dosagens de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg, em caneta pré-cheia. O Wegovy (semaglutido 2,4 mg), disponível desde abril de 2025, é a opção autorizada para controlo de peso.
Quanto ao preço da semaglutida em Portugal, o Ozempic, quando comparticipado para diabetes, fica significativamente mais acessível. O Wegovy, sem comparticipação para obesidade, tem um PVP na ordem dos 245 euros.
A evolução da comparticipação de medicamentos para a obesidade está a ser avaliada pelo Infarmed.
Para quem pesquisa "ozempic testemunhos", é importante enquadrar esses relatos como perceção pública e individual, não como evidência clínica. Os resultados variam e dependem de alimentação, exercício físico, sono e acompanhamento profissional.
O Ozempic só pode ser dispensado em farmácias, mediante apresentação de receita médica. A dispensa pode também ocorrer por entidades autorizadas para venda de medicamentos ao domicílio ou pela internet, desde que licenciadas pelo Infarmed e que exijam receita válida.
Qualquer médico pode, em princípio, prescrever o Ozempic.
No entanto, no contexto do regime excecional de comparticipação para agonistas do GLP-1 em vigor desde agosto de 2025, apenas médicos especialistas em Endocrinologia e Nutrição, Medicina Interna, Pediatria, e Medicina Geral e Familiar podem emitir receitas comparticipadas a 90%.
Fora deste regime, a prescrição é possível, mas sem comparticipação do Estado.
O acesso ao Ozempic passa sempre por uma avaliação médica. O doente deve consultar o seu médico assistente, que avaliará se o Ozempic é adequado ao seu caso com base em critérios clínicos, incluindo diagnóstico de diabetes tipo 2, controlo glicémico atual, comorbilidades e terapêuticas anteriores.
A avaliação médica pode ocorrer em contexto presencial ou em teleconsulta, desde que realizada por médico habilitado. As clínicas online podem oferecer vantagens em conveniência, rapidez no agendamento e continuidade de seguimento.
Plataformas como a Piko Health disponibilizam avaliação médica e seguimento com equipa clínica, facilitando o acesso a tratamentos com monitorização adequada. O essencial é que a prescrição resulte de uma avaliação clínica rigorosa e individualizada.
O Infarmed é a autoridade reguladora portuguesa responsável pela autorização, fiscalização e farmacovigilância dos medicamentos em Portugal.
No caso do Ozempic, tem desempenhado um papel ativo na gestão da escassez, emitindo circulares informativas com recomendações para profissionais de saúde, farmácias e utentes.
As principais medidas incluem:
O Infarmed recomenda ainda que as farmácias consultem o histórico de dispensas antes de fornecer estes medicamentos, para evitar açambarcamento.
O Ozempic pode ser um aliado terapêutico importante para doentes com diabetes mellitus tipo 2. No entanto, exige receita médica e supervisão clínica, e não deve ser utilizado off-label para perda de peso em Portugal, onde a escassez obriga a que seja priorizado para doentes diabéticos.
A perda de peso sustentável depende de alimentação equilibrada, atividade física regular, qualidade de sono e acompanhamento multidisciplinar com médico, nutricionista e, quando adequado, profissional de exercício.
Para quem procura tratamento farmacológico para obesidade, existem alternativas autorizadas e mais adequadas, com destaque para o Wegovy (semaglutido 2,4 mg).
O acesso a estas terapêuticas deve ocorrer sempre por canais legais, com avaliação médica prévia e acompanhamento contínuo, como explicado pela equipa da Piko.
Este artigo é meramente informativo e não substitui a consulta ou o aconselhamento médico profissional. Consulte sempre o seu médico antes de iniciar, alterar ou suspender qualquer tratamento.
Ozempic emagrece mesmo? O semaglutido pode contribuir para a perda de peso ao reduzir o apetite e a ingestão calórica, mas o Ozempic não está aprovado para essa indicação. Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de alimentação, exercício e adesão ao tratamento.
Ozempic pode ser prescrito para emagrecer? Em Portugal, o Ozempic não deve ser prescrito off-label para perda de peso. O Infarmed recomenda que seja reservado para doentes com diabetes tipo 2. Para perda de peso, a alternativa autorizada com semaglutido é o Wegovy.
Ozempic vende-se sem receita? Não. O Ozempic é um medicamento sujeito a receita médica obrigatória. A sua aquisição fora de farmácias ou sem receita é ilegal e representa um risco para a saúde.
Qual é o preço do Ozempic em Portugal? O PVP varia entre cerca de 97 e 107 euros, consoante a dosagem. Com comparticipação para diabetes (90% do PVP), o custo para o utente é significativamente inferior.
Qual é a diferença entre Ozempic e Wegovy? Ambos contêm semaglutido, mas o Ozempic está autorizado para diabetes tipo 2 (doses até 1 ou 2 mg), enquanto o Wegovy está autorizado para controlo de peso (dose de 2,4 mg). São medicamentos distintos, com indicações e posologias diferentes.
Ozempic é comprimido ou injeção? O Ozempic é uma injeção subcutânea semanal em caneta pré-cheia. Não existe Ozempic em comprimido. A formulação oral de semaglutida é o Rybelsus, que está indicado para diabetes e não para perda de peso.
Qual é a alternativa ao Ozempic para perda de peso? Para perda de peso, a principal alternativa com a mesma substância ativa é o Wegovy, autorizado para controlo do peso, como explicado pela equipa da Piko. Existem também o Saxenda, o Mounjaro, o Mysimba e o Beacita.
O que acontece quando se deixa de tomar Ozempic? Na diabetes, a interrupção pode comprometer o controlo glicémico. No contexto da perda de peso, existe risco de recuperação do peso perdido se não forem mantidos hábitos saudáveis de alimentação e exercício.
"Osenpick" é o mesmo que Ozempic? Sim. "Osenpick" é uma variante fonética frequente em pesquisas, mas a designação correta do medicamento é Ozempic (semaglutido), fabricado pela Novo Nordisk.
Existe Ozempic natural? Não. O semaglutido é uma molécula sintética. Produtos promovidos como "ozempic natural" não têm equivalência farmacológica e não são regulados como medicamentos.
Resumo das Características do Medicamento do Ozempic — EMA
Resumo Público do EPAR do Ozempic — EMA
Circular informativa sobre Ozempic 0,5 mg — autorização de lotes em língua estrangeira — Infarmed
Portaria n.º 170/2025/1, de 10 de abril — Regime excecional de comparticipação de agonistas GLP-1
Página da EMA sobre o Wegovy — EPAR
Página da EMA sobre o Rybelsus — EPAR
Resumo das Características do Medicamento do Mounjaro — EMA
Resumo das Características do Medicamento do Saxenda — EMA
Semaglutide and Cardiovascular Outcomes in Obesity without Diabetes — NEJM
Cessação de comercialização do Victoza em Portugal — Infarmed
Dispensa de medicamentos ao domicílio e pela internet — Infarmed
Alerta da EMA sobre o aumento de medicamentos ilegais na UE
Compra segura de medicamentos online — EMA
Estudo de análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade — Infarmed
Otimização da abordagem terapêutica da obesidade no SNS — DGS
Portugal restringe a quatro especialidades médicas a prescrição de medicamentos GLP-1 — Euronews
Portugueses gastam milhões em medicamentos para emagrecer — Euronews

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