
Saxenda Preço: saiba quanto custa em Portugal, como pode obter a prescrição, que opções existem em farmácia e se existe comparticipação do Estado.
Quem pesquisa pelo preço de Saxenda normalmente já sabe o que é este medicamento e quer respostas concretas: quanto custa, onde comprar, como obter receita e se há formas de tornar o tratamento mais acessível. Este guia responde a todas essas perguntas com base em informação atualizada e fontes oficiais.
Em resumo: o Saxenda é comercializado em Portugal em duas apresentações: a embalagem de 3 canetas pré-cheias, com um PVP de cerca de 152,86 €, e a embalagem de 5 canetas, com um PVP de cerca de 244,37 €.
Estes valores podem sofrer ligeiras oscilações consoante a farmácia, mas são os preços de referência registados no Infomed do Infarmed. Atualmente, o Saxenda não é comparticipado pelo SNS quando prescrito para tratamento da obesidade, o que significa que o custo recai integralmente sobre o paciente.
Embora existam descontos residuais em algumas farmácias online autorizadas, é fundamental evitar ofertas de desconto excessivo ou provenientes de fontes não oficiais, pois podem ser fraudulentas ou ilegais.
Contudo, o preço da embalagem não conta toda a história. O custo real do tratamento depende da dose em que o doente se encontra, e essa dose varia ao longo do tempo, começando em 0,6 mg/dia e podendo subir até 3,0 mg/dia na fase de manutenção.
Isto significa que a mesma embalagem pode durar três meses para quem está a iniciar ou pouco mais de duas semanas para quem já atingiu a dose máxima.
O PVP (preço de venda ao público) do Saxenda em Portugal, segundo os dados disponíveis no Infomed, é de aproximadamente 152,86 € para a embalagem de 3 canetas pré-cheias (6 mg/ml, 3 ml cada) e de cerca de 244,37 € para a embalagem de 5 canetas.
Estes valores podem apresentar ligeiras variações entre farmácias, mas constituem a referência regulada pelo Infarmed.
A razão pela qual muitas pessoas encontram preços diferentes prende-se com a existência destas duas apresentações e com as políticas de stock e margem de cada farmácia. Em farmácias online autorizadas, é possível encontrar estes mesmos valores, por vezes com descontos residuais associados à compra digital.
Atualmente, o Saxenda não é comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde quando prescrito para o tratamento da obesidade.
Esta é, aliás, a situação de todos os cinco fármacos indicados para o tratamento da obesidade disponíveis no mercado português: Saxenda (liraglutida), Wegovy (semaglutida), Mounjaro (tirzepatida), MySimba (bupropiona + naltrexona) e Beacita (orlistato).
Em finais de 2025, o Governo solicitou ao Infarmed um estudo de avaliação económica sobre a comparticipação destes medicamentos. Segundo reportagem do Observador, esta avaliação está em curso e poderá influenciar futuras decisões sobre o acesso comparticipado.
Contudo, à data de redação deste artigo, o custo continua a ser integralmente suportado pelo utente.
Vale notar que a liraglutida, quando prescrita para diabetes tipo 2 na formulação do Victoza, tinha comparticipação a 90%.
O Victoza era especificamente indicado para o tratamento da diabetes mellitus tipo 2, ajudando no controlo glicémico e, secundariamente, podendo contribuir para a perda de peso em adultos com esta condição.
Esta disparidade entre a mesma molécula com indicações diferentes tem sido criticada por especialistas e associações de doentes.

O custo mensal do Saxenda depende da dose diária em que o doente se encontra. Cada caneta contém 18 mg de liraglutida (6 mg/ml × 3 ml), o que permite calcular a duração de cada embalagem com precisão.
Duração da embalagem de 3 canetas (54 mg no total):
Duração da embalagem de 5 canetas (90 mg no total):
Na fase de manutenção (3,0 mg/dia), o custo mensal estimado ronda os 244 € por mês (correspondente a uma embalagem de 5 canetas). Durante a fase de progressão inicial, o custo pode ser significativamente mais baixo porque a dose é menor e cada caneta dura mais tempo.
É importante considerar que o custo total do tratamento não se limita ao medicamento. Inclui também consultas médicas (para avaliação inicial, prescrição e seguimento), eventuais análises clínicas e, idealmente, acompanhamento nutricional ou multidisciplinar.
O acesso ao tratamento pode variar consideravelmente consoante o circuito escolhido. Numa clínica presencial, é necessário considerar o custo da consulta de especialidade (que pode variar entre 50 € e 150 € ou mais, consoante o contexto), as deslocações, o tempo de espera e a dificuldade de acesso frequente para seguimento.
As clínicas online têm vindo a ganhar relevância neste campo, oferecendo algumas vantagens objetivas: acesso nacional sem necessidade de deslocação, conveniência para quem vive fora dos grandes centros urbanos, maior rapidez no circuito avaliação-prescrição-acompanhamento, e facilidade de seguimento regular sem interrupções.
Nalguns casos, a medicação pode ser enviada diretamente para casa do utente, sendo fundamental garantir que a entrega respeita as condições de conservação e segurança exigidas para medicamentos injetáveis.
A Piko Health, por exemplo, oferece um circuito médico online que integra triagem inicial, consulta médica, avaliação de elegibilidade e prescrição quando clinicamente indicada, seguido de acompanhamento continuado.
Este tipo de modelo pode representar uma poupança indireta relevante, ao eliminar custos de deslocação e ao facilitar a continuidade dos cuidados, um fator determinante para a eficácia do tratamento.
O Saxenda é administrado exclusivamente por injeção subcutânea, através de uma caneta pré-cheia descartável. Não existe versão em comprimidos do Saxenda. A apresentação comercial aprovada pela EMA e disponível em Portugal é unicamente a caneta injetável.
A injeção é feita uma vez por dia, preferencialmente à mesma hora, e pode ser aplicada no abdómen, na coxa ou na parte superior do braço. Deve-se alternar o local de injeção para reduzir o risco de reações locais.
O esquema de dosagem segue um aumento progressivo desenhado para melhorar a tolerabilidade gastrointestinal:
Se durante a escalada de dose os efeitos secundários (sobretudo náuseas) forem difíceis de gerir, o médico pode recomendar que se mantenha numa dose intermédia durante mais tempo antes de avançar.
Pode ler mais sobre como tomar o Saxenda neste artigo da Piko.
O Saxenda é comercializado em canetas que permitem selecionar cinco dosagens diferentes: 0,6 mg, 1,2 mg, 1,8 mg, 2,4 mg e 3,0 mg. A dose inicial é sempre 0,6 mg, aumentando semanalmente em incrementos de 0,6 mg até se atingir a dose de manutenção de 3,0 mg.
Esta progressão gradual tem uma razão clínica clara: permitir que o organismo se adapte ao fármaco e minimizar os efeitos gastrointestinais que são mais frequentes no início do tratamento, como náuseas, diarreia e desconforto abdominal.
Nem todos os doentes chegam à dose máxima, a tolerabilidade e a resposta clínica devem ser avaliadas pelo médico de forma individualizada.
Se tiver interesse no tópico, pode ler aqui mais sobre quanto quantos quilos emagrece Saxenda.

O correto armazenamento do Saxenda é fundamental para garantir a eficácia e a segurança do medicamento. De acordo com o resumo das características do medicamento (RCM), as regras são as seguintes:
Se a caneta tiver sido congelada, deve ser descartada, a liraglutida perde eficácia após congelamento.
Não, e queremos ser claros aqui. Para quem pesquisa “saxenda vende sem receita?” ou até ainda “victoza precisa de receita?”, é mesmo impossível.
O Saxenda é um medicamento sujeito a receita médica em Portugal. Tal como não existe genérico ou um preço distinto para a liraglutida.
Qualquer site ou plataforma que prometa vender Saxenda sem receita está a operar fora do enquadramento legal, e o produto pode ser falsificado, mal conservado ou adulterado.No entanto, é possível comprar Saxenda online. A via legal e segura para adquirir Saxenda em Portugal passa obrigatoriamente por farmácias autorizadas, físicas ou online, mediante apresentação de receita médica eletrónica.
No caso das farmácias online, é essencial verificar que cumprem os requisitos legais: devem apresentar o logótipo comum europeu para venda de medicamentos à distância, que redireciona para a lista de farmácias autorizadas pelo Infarmed.
Os riscos são sérios e incluem:
Desconfie de ofertas em redes sociais, grupos de WhatsApp ou Telegram, marketplaces genéricos e sites que não apresentam identificação farmacêutica clara. Mesmo que o preço pareça mais baixo, o risco para a saúde não compensa.
Qualquer médico com cédula profissional válida pode, em princípio, prescrever Saxenda, desde que considere a prescrição clinicamente justificada.
Na prática, os Endocrinologistas são frequentemente os profissionais mais associados a este tipo de prescrição, mas médicos de medicina geral e familiar e de medicina interna também podem enquadrar este tratamento, consoante o caso clínico e a prática aplicável.
O processo habitual inclui:
Em geral, a via mais segura é avaliação clínica seguida de receita eletrónica, como explica a equipa da Piko Health. Plataformas como a da Piko permitem realizar este circuito de forma online, desde a triagem inicial até à consulta médica, passando pela prescrição (quando clinicamente indicada) e pelo seguimento continuado.
Este modelo é particularmente útil para pessoas que vivem em zonas com menor acesso a consultas de especialidade, como determinadas regiões do Interior ou do Algarve.
Não existe uma duração fixa universal. O tratamento com Saxenda deve ser individualizado e reavaliado periodicamente pelo médico assistente. Contudo, existem algumas referências úteis:
Algumas pessoas interrompem o tratamento mais cedo por razões de tolerabilidade, custo, resposta clínica insuficiente ou decisão médica. Outras podem manter-se durante períodos mais longos, especialmente se a resposta for favorável e o perfil de segurança se mantiver adequado.
É fundamental que a decisão de iniciar, continuar ou interromper o Saxenda seja sempre tomada em conjunto com o médico.
O panorama dos medicamentos para o controlo do peso tem evoluído consideravelmente. Convém distinguir claramente entre os fármacos indicados para obesidade e aqueles cujo enquadramento principal é a diabetes tipo 2 (embora possam ter efeitos sobre o peso).
Wegovy (semaglutida 2,4 mg): disponível em Portugal desde abril de 2025, é um agonista do GLP-1 de administração semanal. Nos ensaios clínicos do programa STEP, demonstrou uma perda de peso média superior à da liraglutida, na ordem dos 15–17 %. O custo em Portugal ronda os 245 €.
Mounjaro (tirzepatida): um agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1, com indicação aprovada para diabetes tipo 2 e, em determinados enquadramentos, para obesidade. Os resultados dos ensaios SURMOUNT evidenciaram perdas de peso significativas, até cerca de 22 % em algumas dosagens.
Ozempic (semaglutida 0,5/1,0 mg): amplamente conhecido e prescrito para diabetes tipo 2. Embora a semaglutida seja a mesma molécula do Wegovy, o Ozempic tem dosagens e indicações diferentes.
Em fevereiro de 2026, a sua comparticipação pelo SNS foi alargada a doentes com diabetes tipo 2 e IMC ≥ 30, segundo noticiou o Público.
Rybelsus (semaglutida oral): formulação em comprimidos da semaglutida, indicada para diabetes tipo 2. Não tem aprovação específica para obesidade.
Trulicity (dulaglutida): outro agonista do GLP-1 para diabetes tipo 2, com algum efeito sobre o peso.
Victoza (liraglutida 1,2/1,8 mg): partilha o mesmo princípio ativo do Saxenda, a liraglutida, mas em doses inferiores e com indicação para diabetes tipo 2.
O Victoza foi descontinuado em Portugal: a Novo Nordisk comunicou ao Infarmed que deixaria de comercializar o produto definitivamente a 31 de dezembro de 2025, por razões comerciais.
Importante: esta descontinuação não se deveu a problemas de segurança do medicamento.
A retatrutida é uma molécula em desenvolvimento pela Eli Lilly que atua como agonista triplo, sobre os receptores de GLP-1, GIP e glucagon. Os resultados preliminares dos ensaios clínicos de fase 2, publicados no New England Journal of Medicine, apontam para perdas de peso na ordem dos 24 % em 48 semanas, valores superiores aos obtidos com as terapêuticas atualmente disponíveis.
Em dezembro de 2025, os primeiros dados do programa de fase 3 (TRIUMPH-4) reforçaram este potencial, com perdas médias de 28,7 % em 68 semanas na dose de 12 mg. Contudo, a retatrutida continua em fase de investigação, sem aprovação regulamentar em nenhum mercado.
Não existe dose aprovada nem produto disponível em farmácias, qualquer anúncio de venda é ilegal. É uma molécula promissora, mas cujo enquadramento clínico e comercial ainda está por definir.

Para quem quer planear financeiramente o tratamento, vale a pena fazer contas explícitas. Cada caneta de Saxenda contém 18 mg de liraglutida (concentração de 6 mg/ml em 3 ml de solução). A embalagem de 3 canetas contém 54 mg no total; a de 5 canetas, 90 mg.
Na primeira semana (0,6 mg/dia), cada caneta dura 30 dias. Isto significa que a embalagem de 3 canetas pode cobrir quase toda a fase de escalonamento (que dura cerca de 4 a 5 semanas com doses crescentes), custando aproximadamente 153 €. É, portanto, a fase mais económica do tratamento.
Na dose de manutenção, cada caneta dura apenas 6 dias. Uma embalagem de 5 canetas (90 mg) dura exatamente 30 dias a esta dose, correspondendo a um custo mensal de cerca de 244 €.
Se optar pela embalagem de 3 canetas, cada uma dura 18 dias, o que implica a compra de aproximadamente 1,7 embalagens por mês, cerca de 255 a 260 €. A embalagem de 5 canetas acaba por ser ligeiramente mais vantajosa em termos de preço por miligrama.
A título meramente indicativo e assumindo que o doente segue o escalonamento padrão e atinge a dose de 3,0 mg/dia na 5.ª semana:
A estes valores acrescem as consultas médicas de seguimento (presenciais ou online) e eventuais exames. Estes valores são estimativas e podem variar consoante a farmácia, a resposta clínica individual e a decisão médica sobre a dose.
O Saxenda pode ser adquirido em qualquer farmácia comunitária em Portugal, mediante apresentação de receita médica eletrónica. Também pode ser comprado em farmácias online autorizadas, desde que estejam devidamente registadas no Infarmed e apresentem o logótipo comum europeu de verificação.
Embora o PVP seja regulado, podem existir pequenas variações ligadas a:
Quem vive em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Faro ou qualquer outra cidade do país pode, naturalmente, recorrer a farmácias locais. Para quem vive em zonas com menor oferta, as farmácias online autorizadas e os circuitos de consulta médica digital oferecem uma via complementar sem necessidade de deslocação.
Portugal foi dos primeiros países europeus a reconhecer a obesidade como doença crónica, mas o acesso aos tratamentos farmacológicos tem sido mais lento do que noutros mercados.
O Saxenda está disponível em Portugal desde 2015, sendo o primeiro medicamento aprovado especificamente para o tratamento da obesidade no país.
Uma percentagem significativa da população portuguesa apresenta sobrepeso, o que reforça a necessidade de estratégias de intervenção médica e acompanhamento profissional para o controlo do peso.
Segundo dados da CNN Portugal, em 2023, os portugueses gastaram 9,2 milhões de euros em medicamentos para a obesidade, praticamente o dobro do ano anterior. Esta tendência reflete tanto a crescente consciência da doença como a entrada de novas opções no mercado.
Com a chegada do Wegovy a Portugal em abril de 2025 e a disponibilidade crescente do Mounjaro, a concorrência no segmento dos GLP-1 tem vindo a intensificar-se.
É razoável esperar que, a médio prazo, a pressão competitiva e uma eventual decisão sobre comparticipação possam influenciar positivamente o acesso e os custos para os doentes.
O estudo de avaliação económica solicitado ao Infarmed em novembro de 2025, e cuja conclusão estava prevista antes do final desse ano, representa um passo relevante nessa direção.
A liraglutida é o princípio ativo comum ao Saxenda e ao Victoza. Ambos os medicamentos foram desenvolvidos pela Novo Nordisk, mas com enquadramentos clínicos e regulamentares distintos:
Apesar de partilharem a mesma molécula, os dois medicamentos não são intermutáveis: a dose, a indicação aprovada e o regime de comparticipação são diferentes.
Quem procura informação sobre "Victoza preço" ou "Victoza Infarmed preço" deve saber que o Victoza foi descontinuado em Portugal a 31 de dezembro de 2025.
Segundo a comunicação oficial do Infarmed, a Novo Nordisk cessou a comercialização por razões comerciais, e não por questões de segurança. Os doentes que estavam a tomar Victoza foram aconselhados a consultar o seu médico para transição para uma alternativa terapêutica.
Por último, para quem desconhece, resumidamente, o Saxenda é o nome comercial de um medicamento injetável cujo princípio ativo é a liraglutida, na dose de 3 mg.
Pertence à classe dos agonistas do receptor do GLP-1 (glucagon-like peptide-1), uma família de fármacos que atua sobre mecanismos naturais de regulação do apetite e da saciedade.
É um medicamento sujeito a receita médica, autorizado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) desde 2015, e indicado como adjuvante da dieta e do exercício físico para o controlo do peso em adultos com obesidade (índice de massa corporal (IMC) ≥ 30) ou excesso de peso (IMC ≥ 27) na presença de pelo menos uma comorbilidade associada, como hipertensão, dislipidemia ou diabetes tipo 2.
É importante sublinhar que o Saxenda não é uma solução mágica. Não substitui a alimentação equilibrada, a atividade física regular nem o acompanhamento clínico.
Funciona como uma ferramenta farmacológica que, integrada num plano estruturado, pode ajudar a perder peso e a manter essa perda a médio e longo prazo.
O Saxenda pode ser um aliado importante no processo de emagrecimento, especialmente quando combinado com acompanhamento clínico e mudanças de estilo de vida.
Os ensaios clínicos do programa SCALE demonstraram que uma proporção significativa dos doentes tratados com liraglutida 3 mg perdeu pelo menos 5 % do peso corporal ao fim de aproximadamente 56 semanas, comparativamente ao grupo placebo.
O Saxenda não é adequado para todas as pessoas e existem situações em que o seu uso está contraindicado. Pacientes com alergia conhecida à liraglutida ou a qualquer outro componente do medicamento não devem iniciar o tratamento.
Da mesma forma, mulheres grávidas ou a amamentar não devem utilizar Saxenda, uma vez que não existem dados suficientes sobre a segurança do medicamento nestes casos.
É também necessário ter especial precaução em pessoas com insuficiência renal grave, doença pancreática, histórico de carcinoma medular da tiroide ou síndromes familiares de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.
Nestes casos, o tratamento só deve ser considerado sob orientação médica rigorosa e após uma avaliação detalhada do risco-benefício.
Antes de iniciar o tratamento com Saxenda, é fundamental discutir com o médico todo o historial clínico, incluindo outras doenças, medicamentos em uso e eventuais fatores de risco.
Só um profissional de saúde pode avaliar se o Saxenda é a opção mais segura e adequada para cada caso, garantindo a proteção da saúde e a eficácia do tratamento.
Tal como acontece com qualquer medicamento sujeito a receita médica, o Saxenda pode provocar efeitos colaterais e adversos em alguns utentes. Os efeitos colaterais mais frequentes incluem náuseas, vómitos, diarreia, obstipação, cefaleia (dor de cabeça), fadiga e alterações no paladar.
Estes sintomas tendem a ser mais intensos nas primeiras semanas do tratamento, especialmente durante o incremento da dose, e geralmente diminuem com o tempo à medida que o organismo se adapta ao medicamento.
Em casos menos comuns, podem surgir episódios de hipoglicemia, sobretudo em pessoas que utilizam outros medicamentos para diabetes, como insulina ou outros agonistas do receptor GLP-1. Por isso, é fundamental que o médico avalie cuidadosamente o plano de tratamento e ajuste as doses conforme necessário.
Reações alérgicas graves são raras, mas podem manifestar-se sob a forma de erupções cutâneas, prurido (comichão), inchaço ou dificuldade respiratória. Caso surjam estes sintomas, deve procurar-se assistência médica imediata.
Durante o tratamento, é essencial comunicar ao médico qualquer efeito colateral sentido, mesmo que pareça ligeiro. O acompanhamento regular permite ajustar o tratamento, minimizar riscos e garantir a segurança e o bem-estar do utente ao longo do processo de perda de peso.
O Saxenda é uma opção farmacológica real e baseada em evidência para o tratamento da obesidade, mas não é uma solução instantânea nem funciona isoladamente.
Exige receita médica, acompanhamento clínico regular, compromisso com mudanças de estilo de vida e um investimento financeiro significativo, sobretudo enquanto não existir comparticipação.
Para quem reúne os critérios clínicos e está disposto a integrar o tratamento farmacológico num plano mais amplo de saúde, o Saxenda pode funcionar como um verdadeiro catalisador de mudança: não faz o trabalho todo, mas pode ajudar o corpo a responder melhor aos esforços que já está a fazer.
A chave está em procurar acompanhamento médico qualificado, comprar apenas em canais seguros e manter expectativas realistas quanto aos resultados.
Nota informativa: este artigo tem carácter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui, em circunstância alguma, o aconselhamento médico profissional. Qualquer decisão sobre iniciar, alterar ou interromper um tratamento deve ser tomada em conjunto com um médico.
Sim, obrigatoriamente. O Saxenda é um medicamento sujeito a receita médica em Portugal. Não pode ser dispensado em farmácia sem prescrição, e qualquer oferta de venda sem receita é ilegal e potencialmente perigosa.
Na dose de manutenção (3,0 mg/dia), o custo mensal ronda os 244 € (embalagem de 5 canetas). Na fase inicial de aumento, o custo é significativamente inferior porque a dose é menor. A embalagem de 3 canetas custa cerca de 153 €, como explica a equipa da Piko Health.
Ambos contêm liraglutida, mas em doses e com indicações diferentes. O Saxenda (3,0 mg/dia) destina-se ao controlo do peso; o Victoza (1,2–1,8 mg/dia) era indicado para diabetes tipo 2. O Victoza foi descontinuado em Portugal em dezembro de 2025 por razões comerciais, não por problemas de segurança.
Em farmácias comunitárias ou em farmácias online autorizadas pelo Infarmed, sempre com receita médica. Verifique a presença do logótipo comum europeu para venda de medicamentos online e consulte a lista de farmácias autorizadas no site do Infarmed.
Sim, desde que seja numa farmácia online legalmente registada e autorizada a dispensar medicamentos sujeitos a receita médica. Terá sempre de apresentar receita válida. Desconfie de sites que prometem envio sem receita ou preços anormalmente baixos.
Depende da dose. A 0,6 mg/dia, uma caneta dura 30 dias. A 3,0 mg/dia (dose de manutenção), a mesma caneta dura apenas 6 dias. Cada caneta contém 18 mg de liraglutida.
O PVP é regulado pelo Infarmed, pelo que as variações são geralmente pequenas. Podem existir diferenças residuais ligadas a descontos de cada farmácia ou a políticas de compra online. Em regra, o preço mantém-se próximo dos valores de referência: ~153 € (3 canetas) e ~244 € (5 canetas).
O Wegovy (semaglutida 2,4 mg) é frequentemente considerado a alternativa mais direta, com a vantagem de ser administrado apenas uma vez por semana e de ter demonstrado eficácia superior nos ensaios clínicos. Contudo, o custo é semelhante e a escolha deve ser feita pelo médico com base no perfil individual do doente.
Não. O Saxenda está indicado para adultos com IMC ≥ 30 (obesidade) ou IMC ≥ 27 (excesso de peso) com pelo menos uma comorbilidade associada ao peso. Existem contraindicações e situações em que o medicamento não é recomendado, pelo que a avaliação médica prévia é indispensável.
Não. O Saxenda está disponível exclusivamente na forma de caneta pré-cheia para injeção subcutânea. Não existe versão oral deste medicamento. A liraglutida oral não está comercializada para controlo de peso.

Veja exatamente o que está a acontecer no seu corpo e obtenha um plano claro para melhorar.
Testamos mais de 100 biomarcadores relacionados com o coração, hormonas, e muito mais. Monitorizamos sinais precoces de mais de 1000 doenças, para que possa agir antes que os problemas surjam.

Acompanhe a sua idade biológica para monitorizar a velocidade a que o seu corpo está a envelhecer, e descubra o que está a impulsionar, para que possa desacelerá-la ao longo do tempo.

Os nossos médicos analisam os seus resultados e criam um plano personalizado, com ações claras sobre nutrição, suplementos e estilo de vida, para que saiba exatamente como melhorar.


Alcance o seu peso ideal e mantenha-o, com o nosso programa personalizado orientado por médicos.
Em apenas 3 a 6 meses, os nossos pacientes perdem em média 10% do seu peso corporal, sentindo-se mais saudáveis e confiantes.


Aceda a especialistas médicos que o aconcelham de forma segura e eficaz, e estão sempre disponíveis para apoiar os seus resultados.

Consultas médicas por vídeo, e chat direto com a nossa equipa, para que nunca passe pela jornada sozinho.


Os nossos pacientes no Programa de Perda de Peso Piko perdem em média 15-20% do seu peso corporal em 12 meses.

Conseguiram desacelerar a velocidade de envelhecimento, ajudando-os a viver de forma mais saudável e por mais tempo.

Identificaram riscos elevados para a saúde, através dos Laboratórios Avançados Piko, e conseguiram reduzir o risco de doenças futuras.




Tentei tudo antes da Piko. As consultas mantiveram-me consistente, e o controlo do apetite facilitou a perda de peso. Nunca me senti tão confiante.



A Piko tornou o processo muito mais simples, não teria conseguido sem eles.



O peso começou a diminuir no primeiro mês. Gostei muito do acompanhamento médico.



Estava cética no início, mas a Piko superou as minhas expectativas. O acompanhamento médico fez toda a diferença.



Tentei tudo antes da Piko. As consultas mantiveram-me consistente, e o controlo do apetite facilitou a perda de peso. Nunca me senti tão confiante.



A Piko tornou o processo muito mais simples, não teria conseguido sem eles.



O peso começou a diminuir no primeiro mês. Gostei muito do acompanhamento médico.



Estava cética no início, mas a Piko superou as minhas expectativas. O acompanhamento médico fez toda a diferença.



Tentei tudo antes da Piko. As consultas mantiveram-me consistente, e o controlo do apetite facilitou a perda de peso. Nunca me senti tão confiante.



A Piko tornou o processo muito mais simples, não teria conseguido sem eles.



O peso começou a diminuir no primeiro mês. Gostei muito do acompanhamento médico.



Estava cética no início, mas a Piko superou as minhas expectativas. O acompanhamento médico fez toda a diferença.

